quinta-feira, 25 de agosto de 2016

CAPAS DE LIVROS Para a Garrido Editores – Edições Sete Caminhos – 2001-2003

 CAPAS DE LIVROS 
Para a Garrido Editores – Edições Sete Caminhos
2001-2003

O Zé Marques trabalhava com o Assírio Bacelar na Editorial Vega desde que me lembro, ou seja desde 1983, que foi o ano em que fiz as ilustrações e capa para “Fábulas do Tempo Presente e do Tempo Futuro” de Carlos Couceiro. Foi por causa desse livro que conheci o Assírio e, poucos meses depois, comecei a fazer capas de ivros para ele. O Zé Marques trabalhava na editora como responsável pela produção e distribuição. Mas em 1987/88 aconteceu uma trapalhada tremenda com questões de dinheiros. O Zé Marques foi despedido, ou despediu-se e o nome da editora passou a ser Nova Vega.

Em 2001 fui contactado pelo Zé Marques, que tinha fundado uma editora, com um sócio (ou vice versa, porque esse sócios é que era o dono da coisa) que trabalhava para televisão, não me recordo em que área.

Realizei então uma série de capas para a Garrido Editores – nome emprestado pela Garrido Artes Gráficas, onde eles imprimiam os livros, entre 2001 e 2003. Mais tarde a editora mudou o nome para Sete Caminhos...

Aqui ficam algumas das capas:
 






  

 




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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

REVISTA “Al Madan” – 1983-1985


REVISTA “Al Madan”
1983-1985

O meu primeiro trabalho de design gráfico foi a ilustração, paginação e capa do livro “Fábulas do Termpo Presente e do Tempo Futuro” de Carlos Couceiro, como escrevi no post anterior deste blogue (7 de Junho 2016). Logo de seguida calhou-me um novo trabalho do género, com a paginação e respectivas capas dos quatro primeiros números da revista Al Madan, do Centro de Arqueologia de Almada e dirigida ainda actualmente por Jorge Raposo, entre Novembro de 1983 e Novembro de 1985. 

Insisti sempre que o nome da revista deveria ser Al Mahadan e não Al Madan, uma vez que sendo a provável origem do nome da cidade de Almada proveniente da palavra árabe, cuja transliteração é qualquer coisa como al-ma'adan, «a mina», seria mais coerente optar pela transliteração da expressão árabe. Mas como já tinha saído o nº 0 da revista com aquele nome, ficou assim. 
A revista passou a ser online a partir do nº 17 da 2ª série.

Capa do nº 0, de Novembro de 1982

 Nº 1, Novembro de 1983

Nº2 Novembro 1983 - Maio 1984 e a imagem do Foral Manuelino de Almada que serviu para a capa da revista. Neste número houve um "Especial Descobrimentos e a Outra Banda" aproveitando a onda da XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura dedicada aos Descobrimentos e que decorria em Lisboa.


Número da Al Madan online, de Julho de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

A MINHA PRIMEIRA CAPA E ILUSTRAÇÕES – FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE E DO TEMPO FUTURO – DE CARLOS COUCEIRO – 1983

A MINHA PRIMEIRA CAPA E ILUSTRAÇÕES
FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE 
E DO TEMPO FUTURO
DE CARLOS COUCEIRO
1ª EDIÇÃO 1983 – CONTRA REGRA


O meu primeiro emprego foi na Ilídio Monteiro Construções, onde o meu único tio era empregado no departamento imobiliário. Conseguiu que eu entrasse para a empresa como desenhador (de construção civil), tarefa em que eu tinha pouca experiência. Desenrasquei-me bem, em desenho de betão armado, cofragens, etc... Estive lá quatro anos, de 1981 a 1984, o último dos quais já em regime de recibos verdes, uma vez que o contrato era de 3 anos. Nesse último ano (apenas durante 6 ou 7 meses) comecei a fazer design gráfico, na revista da empresa, nos cartazes promocionais e na montagem de exposições que eles faziam no estrangeiro. Já tinha alguma experiência em design gráfico, mas sempre a nível pessoal, em pequenas publicações sobre banda desenhada (fanzines). No ano de 1983 o meu tio apresentou-me ao Engº Carlos Couceiro, porque este engenheiro tinha um livro para publicar e precisava de um ilustrador. Nasceu assim Fábulas do Tempo Presente e do Tempo Futuro, que ilustrei e desenhei a capa. O livro foi editado nesse ano pela Contra Regra, editora de Assírio Bacelar, uma espécie de subsidiária das edições Vega. Foi aí que conheci o Assírio, com quem trabalho até hoje, embora de forma descontinuada por alguns períodos de tempo. Em 1985 entrei para as Edições 70, como designer gráfico, onde estive até 1988.

AS ILUSTRAÇÕES



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domingo, 17 de janeiro de 2016

MAQUETAS DE ARQUITECTURA (4) A CASA DA CERCA – ALMADA 1993


MAQUETAS DE ARQUITECTURA (4) 
A CASA DA CERCA
ALMADA 1993

Conhecia o Palácio da Cerca desde os anos de 1970, quando andei por lá a vasculhar aquela ruína que era propriedade da família de Teotónio Pereira (assim como já tinha sido da família Barata-Feyo) e onde se podia entrar, um bocado à balda, uma vez que não havia lá ninguém. Ainda está por fazer a história daquela propriedade.

Com uma notável vista sobre o rio Tejo, estando implantada no topo de uma falésia no extremo norte do Núcleo de Almada Antiga, a Casa da Cerca insere-se nas tradicionais quintas de recreio, tendo sido alvo de várias intervenções ao longo dos séculos cujas marcas perduram na linguagem barroca e romântica do edifício.

Pensa-se que o nome da Quinta tem a ver com a proximidade de uma das cercas da zona mais antiga de Almada, que assegurava a defesa da vila desde a Idade Média. A própria rua onde se situa o actual Centro de Arte Contemporânea chama-se Rua da Cerca e onde ainda são visíveis parcelas dessa “cerca”. A Quinta da Cerca prolonga-se por 14 000 m2 tendo sido, em tempos, composta por logradouro, terras de semeadura, vinhas, horta, pomar e jardim. Actualmente conserva a capela, a cisterna e arrecadação.

O palácio, agora Casa da Cerca revela um modelo clássico da arquitectura civil dos séculos XVII – XVIII, através de uma planta em U, de fachadas simples e lineares, sendo este edifício considerado o maior e mais característico exemplar de arquitectura civil setecentista da cidade.

O edifício e os cerca de 14.000 m2 de área envolvente da então denominada Quinta ou Palácio da Cerca foram adquiridos pela Câmara Municipal de Almada em 1988, no intuito de preservar o património histórico da cidade. Entre Fevereiro de 1992 e Junho de 1993 o edifício, e parte das suas zonas exteriores, foram alvo de obras de recuperação comparticipadas por fundos comunitários, sendo, em 1996, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Aconteceu que (em 1988) a então  minha esposa, tinha entrado para o Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Almada e, quando a Câmara decidiu adquirir o Palácio da Cerca e a sua quinta, fui fotografar aquilo tudo, como base para o projecto de recuperação e restauro. Foram cerca de 200 fotos (ainda não havia fotografia digital) e fiquei com apenas 4 ou 5 cópias – o resto ficou propriedade da Câmara (trabalho meu à borla, mais as despesas, claro).

Durante as obras tive acesso ao projecto de restauro e, em 1993, antes da inauguração da “Casa da Cerca” (como se passou a denominar), resolvi fazer uma maqueta – a título gratuito – para oferta à nova instituição do Centro de Arte Contemporânea, que foi ali fundado.

As fotos da maqueta que mostro abaixo, foram realizadas no pátio da “Casa” e já não estava em grande estado, como se pode observar em alguns pormenores. Anos depois esta maqueta estava, sem qualquer protecção, numa espécie de arrecadação, tendo os telhados arrancados e outras vandalizações... Quando vi o estado em que ela estava pensei que, quando se oferece alguma coisa (que deu muito trabalho a realizar e com custos de materiais, etc...), especialmente a uma entidade pública, comete-se um erro tremendo. Se eu tivesse vendido a maqueta à Câmara, pelo preço que poderia cobrar a um particular, se calhar aquilo ainda estaria exposto e bem conservado.

AS FOTOS QUE CONSERVEI
ANTES DO RESTAURO








APÓS O RESTAURO


A MAQUETA


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