quinta-feira, 11 de agosto de 2016

REVISTA “Al Madan” – 1983-1985


REVISTA “Al Madan”
1983-1985

O meu primeiro trabalho de design gráfico foi a ilustração, paginação e capa do livro “Fábulas do Termpo Presente e do Tempo Futuro” de Carlos Couceiro, como escrevi no post anterior deste blogue (7 de Junho 2016). Logo de seguida calhou-me um novo trabalho do género, com a paginação e respectivas capas dos quatro primeiros números da revista Al Madan, do Centro de Arqueologia de Almada e dirigida ainda actualmente por Jorge Raposo, entre Novembro de 1983 e Novembro de 1985. 

Insisti sempre que o nome da revista deveria ser Al Mahadan e não Al Madan, uma vez que sendo a provável origem do nome da cidade de Almada proveniente da palavra árabe, cuja transliteração é qualquer coisa como al-ma'adan, «a mina», seria mais coerente optar pela transliteração da expressão árabe. Mas como já tinha saído o nº 0 da revista com aquele nome, ficou assim. 
A revista passou a ser online a partir do nº 17 da 2ª série.

Capa do nº 0, de Novembro de 1982

 Nº 1, Novembro de 1983

Nº2 Novembro 1983 - Maio 1984 e a imagem do Foral Manuelino de Almada que serviu para a capa da revista. Neste número houve um "Especial Descobrimentos e a Outra Banda" aproveitando a onda da XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura dedicada aos Descobrimentos e que decorria em Lisboa.


Número da Al Madan online, de Julho de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

A MINHA PRIMEIRA CAPA E ILUSTRAÇÕES – FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE E DO TEMPO FUTURO – DE CARLOS COUCEIRO – 1983

A MINHA PRIMEIRA CAPA E ILUSTRAÇÕES
FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE 
E DO TEMPO FUTURO
DE CARLOS COUCEIRO
1ª EDIÇÃO 1983 – CONTRA REGRA


O meu primeiro emprego foi na Ilídio Monteiro Construções, onde o meu único tio era empregado no departamento imobiliário. Conseguiu que eu entrasse para a empresa como desenhador (de construção civil), tarefa em que eu tinha pouca experiência. Desenrasquei-me bem, em desenho de betão armado, cofragens, etc... Estive lá quatro anos, de 1981 a 1984, o último dos quais já em regime de recibos verdes, uma vez que o contrato era de 3 anos. Nesse último ano (apenas durante 6 ou 7 meses) comecei a fazer design gráfico, na revista da empresa, nos cartazes promocionais e na montagem de exposições que eles faziam no estrangeiro. Já tinha alguma experiência em design gráfico, mas sempre a nível pessoal, em pequenas publicações sobre banda desenhada (fanzines). No ano de 1983 o meu tio apresentou-me ao Engº Carlos Couceiro, porque este engenheiro tinha um livro para publicar e precisava de um ilustrador. Nasceu assim Fábulas do Tempo Presente e do Tempo Futuro, que ilustrei e desenhei a capa. O livro foi editado nesse ano pela Contra Regra, editora de Assírio Bacelar, uma espécie de subsidiária das edições Vega. Foi aí que conheci o Assírio, com quem trabalho até hoje, embora de forma descontinuada por alguns períodos de tempo. Em 1985 entrei para as Edições 70, como designer gráfico, onde estive até 1988.

AS ILUSTRAÇÕES



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domingo, 17 de janeiro de 2016

MAQUETAS DE ARQUITECTURA (4) A CASA DA CERCA – ALMADA 1993


MAQUETAS DE ARQUITECTURA (4) 
A CASA DA CERCA
ALMADA 1993

Conhecia o Palácio da Cerca desde os anos de 1970, quando andei por lá a vasculhar aquela ruína que era propriedade da família de Teotónio Pereira (assim como já tinha sido da família Barata-Feyo) e onde se podia entrar, um bocado à balda, uma vez que não havia lá ninguém. Ainda está por fazer a história daquela propriedade.

Com uma notável vista sobre o rio Tejo, estando implantada no topo de uma falésia no extremo norte do Núcleo de Almada Antiga, a Casa da Cerca insere-se nas tradicionais quintas de recreio, tendo sido alvo de várias intervenções ao longo dos séculos cujas marcas perduram na linguagem barroca e romântica do edifício.

Pensa-se que o nome da Quinta tem a ver com a proximidade de uma das cercas da zona mais antiga de Almada, que assegurava a defesa da vila desde a Idade Média. A própria rua onde se situa o actual Centro de Arte Contemporânea chama-se Rua da Cerca e onde ainda são visíveis parcelas dessa “cerca”. A Quinta da Cerca prolonga-se por 14 000 m2 tendo sido, em tempos, composta por logradouro, terras de semeadura, vinhas, horta, pomar e jardim. Actualmente conserva a capela, a cisterna e arrecadação.

O palácio, agora Casa da Cerca revela um modelo clássico da arquitectura civil dos séculos XVII – XVIII, através de uma planta em U, de fachadas simples e lineares, sendo este edifício considerado o maior e mais característico exemplar de arquitectura civil setecentista da cidade.

O edifício e os cerca de 14.000 m2 de área envolvente da então denominada Quinta ou Palácio da Cerca foram adquiridos pela Câmara Municipal de Almada em 1988, no intuito de preservar o património histórico da cidade. Entre Fevereiro de 1992 e Junho de 1993 o edifício, e parte das suas zonas exteriores, foram alvo de obras de recuperação comparticipadas por fundos comunitários, sendo, em 1996, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Aconteceu que (em 1988) a então  minha esposa, tinha entrado para o Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Almada e, quando a Câmara decidiu adquirir o Palácio da Cerca e a sua quinta, fui fotografar aquilo tudo, como base para o projecto de recuperação e restauro. Foram cerca de 200 fotos (ainda não havia fotografia digital) e fiquei com apenas 4 ou 5 cópias – o resto ficou propriedade da Câmara (trabalho meu à borla, mais as despesas, claro).

Durante as obras tive acesso ao projecto de restauro e, em 1993, antes da inauguração da “Casa da Cerca” (como se passou a denominar), resolvi fazer uma maqueta – a título gratuito – para oferta à nova instituição do Centro de Arte Contemporânea, que foi ali fundado.

As fotos da maqueta que mostro abaixo, foram realizadas no pátio da “Casa” e já não estava em grande estado, como se pode observar em alguns pormenores. Anos depois esta maqueta estava, sem qualquer protecção, numa espécie de arrecadação, tendo os telhados arrancados e outras vandalizações... Quando vi o estado em que ela estava pensei que, quando se oferece alguma coisa (que deu muito trabalho a realizar e com custos de materiais, etc...), especialmente a uma entidade pública, comete-se um erro tremendo. Se eu tivesse vendido a maqueta à Câmara, pelo preço que poderia cobrar a um particular, se calhar aquilo ainda estaria exposto e bem conservado.

AS FOTOS QUE CONSERVEI
ANTES DO RESTAURO








APÓS O RESTAURO


A MAQUETA


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terça-feira, 13 de outubro de 2015

MAQUETAS DE ARQUITECTURA (3) - NARVAL – ESTALEIRO NAVAL – COVA DA PIEDADE

MAQUETAS DE ARQUITECTURA (3)

NARVAL – ESTALEIRO NAVAL
COVA DA PIEDADE





Penso que foi em 1996 que me foi encomendada a maqueta dos Estaleiros Navais da Narval, a serem construídos perto do Alfeite. Pelo que constatei na pesquisa que fiz na net, o estaleiro (Narval – Estaleiros Navais, Lda.) foi desactivado em 2012, mas nunca o vi construído.

A maqueta foi particularmente difícil de concretizar devido ao plano de mar que era preciso incluir com barcos à escala. Comecei por procurar dois ou três kits de barcos de pesca, ou coisa no género, de montar, à escala 1:50, que tive a sorte de encontrar, mais ou menos dentro dessa escala. Resolvi o plano de mar com acrílico de 1,5 mm, forrado por cima com celofane azul e o fundo pintado a azul esverdeado. O problema foi cortar no acrílico os encaixes para assentar os barcos, como se estivessem mesmo no mar – foi um trabalho de x-acto moroso que acabou por dar certo. A maqueta teria talvez 1,20 m X 1,30 m.

O namorado da sobrinha da minha mulher, que era uma espécie de “tarado” pela montagem de kits de aviões, barcos, etc… acabou por me dar uma ajuda preciosa, montando os barcos, para eu conseguir cumprir o prazo de entrega do trabalho.

Foi, sobretudo, a maqueta mais complicada que realizei e também, a que me deu mais gozo.

Foi deste atelier que saíram a maior parte dos trabalhos (desenho de arquitectura, design gráfico, maquetas, pintura, banda desenhada, etc, etc...) que executei entre 1981 e 1997.











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