terça-feira, 9 de abril de 2013

A "VELA" DE CACILHAS...



Já não coloco aqui um “post” há algum tempo, porque o Kuentro me absorve completamente. Vamos lá reactivar isto! 

A “VELA” DE CACILHAS


Em 1992, depois da exposição “São Nossos Todos os Caminhos” para a Câmara Municipal de Almada, que realizei com o Átris - Atelier de Arquitectura Lda., metemo-nos noutra empreitada, lançada em concurso pela CMA: três suportes para “Boas Vindas” ao Concelho de Almada - a colocar nas entradas do Concelho, em Cacilhas, na estrada de Corroios e na A2.

Mais uma vez, sonhei! Sonhei com uma enorme vela em aço, uma vela de fragata do Tejo - com as frases de boas vindas coladas -, assente num cubo de pedra - tinha na cabeça, se calhar, o cubo (que é de bronze) de José Rodrigues, na Ribeira do Porto! Fiz montes de esboços, depois desenhei e maquetei:

 Fragata do Tejo, frente a Cacilhas...

O "Cubo", Ribeira do Porto, de José Rodrigues (anos 1980)...




Maquetas dos três projectos...

As maquetas foram a concurso e... ganharam! Mas a Câmara, dado o preço de execução de cada coisa daquelas, decidiu aproveitar apenas uma das “velas”, para Cacilhas, optando por viabilizar duas das propostas que ficaram em segundo lugar, para os outros locais.

Assim, passámos à execução. O arquitecto José Luís Amaro tomou conta da produção, construção e instalação, por uma empresa de Mafra, de que não me recordo o nome.


Construção e implantação:






  

A “vela” foi implantada em Cacilhas em Novembro ou Dezembro de 1992. Fui fotografá-la no ano passado (2012), quando fez vinte anos e... constatei que está muito melhor preservada do que alguma vez imaginei. Sempre pensei que aquilo ia durar, no máximo, uns dez anos e depois haveriam de retirá-la...

A "vela", em Dezembro de 2012:






Mas devo dizer que o projecto foi alterado, por causa dos custos, sobretudo. Inicialmente a coisa deveria ter doze ou treze metros de altura e acabou por ficar com seis ou sete. Isto retirou-lhe impacto, em comparação com as construções envolventes - e, quiçá, motivou toda uma série de críticas, que lhe chamaram, desde “o mamarracho de Cacilhas”, etc... Actualmente, segundo li em alguns sites, é mesmo referenciada como o “monumento”, ou mesmo a “escultura”, de Cacilhas...

Continuo a pensar que a ideia foi boa, mas teria ficado muito melhor se tivesse ficado com o dobro da altura, tal como projectei... Mas enfim, vivemos numa hortazita, à beira mar plantada - e tudo tem que ser construído em pequenino e “comedido”...


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ILUSTRAÇÕES PARA A ESTAMPA

Em meados de Julho foram-me encomendadas 13 ilustrações para um livro de Etiqueta Empresarial, da editora Estampa. Dada a pressa (6 dias, cumpridos) aí foram elas:















Claro que o prazo foi cumprido, mas ainda não vi nem o livro, nem a paga... coisas de gráficos e ilustradores!

Nota, 12 Dezembro 2012 - OK! Já vi a paga!!! Mas não o livro.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

NOVA CAPA – RAÍZES DOS JUDEUS EM PORTUGAL – DE INÁCIO STEINHARDT – NOVA VEGA



RAÍZES DOS JUDEUS EM PORTUGAL
DE INÁCIO STEINHARDT

Nova Vega, Colecção Sefarad

Mais uma capa para a Colecção Sefarad da Nova Vega, Raízes dos Judeus em Portugal, de Inácio Steinhardt. Foi um livro que paginei e realizei a capa, inserida no modelo modelo da colecção.

O autor havia já escolhido uma hipótese de ilustração: o baixo relevo da Coluna de Tito (nas ruínas dos Foruns de Roma), que mostra a parada triunfal, com os despojos do saque de Jerusalém, após a destruição do Templo (de que apenas restou o muro ocidental – hoje Muro das Lamentações), pelo general romano Titus Flavius Vespasianus, no ano 70 d.C. Mais tarde, Titus sucederia a seu pai como princeps do Império Romano.

Arco de Triunfo de Titus Flavius Vespasianus

 O painel em baixo relevo da parada triunfal com o saque do Templo de Jerusalém

pormenor do mesmo.


Capa completa: contracapa, lombada, capa e badanas.

Depois, é difícil não ler um livro quando se realiza a paginação dele, para mim especialmente se for de História. Daí ter-me parecido que ao relato histórico que Inácio Steinhardt produziu, sobre os judeus na Península Ibérica no início e depois, especificamente em Portugal, faltava uma componente visual: os mapas.

Sendo um dos meus hobbies a recolha de mapas históricos da Península Ibérica (antigos e modernos) e tendo mesmo iniciado desenhos de alguns mapas para um eventual Atlas Histórico da Península Ibérica, ofereci-me para produzir 10 mapas que mostrassem a evolução histórica que o autor ia descrevendo. A cada mapa acrescentaria uma cronologia.

A ideia foi aceite, para mais sendo que iriam ocupar páginas em branco nos finais de capítulos, não havendo portanto que adicionar mais páginas ao livro. 

Um dos tais desenhos de mapas de que falo acima e que, obviamente não vem no livro, com os territórios onde se falavam as diversas línguas pré-romanas - cerca de 250 a.C..

Aqui ficam as páginas com os ditos mapas do livro:

  
  
  


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