sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OUTRAS CAPAS PARA A NOVA VEGA (2)

CÁLICE DE NEBLINAS E SILÊNCIOS
António Graça de Abreu
Colecção Chão da Palavra/Poesia
Junho, 2008

Capa de Colecção.


Plano Final, capa, contracapa e lombada:


_____________________________________________________

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

OUTRAS CAPAS PARA A NOVA VEGA...

AGORA E NA HORA DA SUA MORTE
Luís Filipe Costa
Colecção Chão da Palavra
Maio, 2008

Algumas das propostas:




Capa aprovada:


Plano final, capa, contracapa, lombada:


___________________________________________________

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CAPAS PARA A NOVA VEGA

Comecei a trabalhar com as Edições Vega, como já disse, em 1983. Não tenho em arquivo qualquer capa realizada nesse período, e do seguinte, entre 1997 e 1998, ainda guardo a cópia de uma das capas dessa altura, com a chancela Século XXI, cujo livro não sei se chegou a ser publicado.

Quando a editora passou a grupo editorial Nova Vega, voltei a trabalhar com ela, desde 2008 até ao presente. Aqui fica uma das primeiras capas desta fase.

A EPOPEIA TEMPLÁRIA E PORTUGAL
Fernando Sucena
Colecção Documenta Histórica
Julho, 2008

Algumas das propostas:



Capa escolhida:


Plano final da capa, contacapa, lombada e badanas:


_______________________________________________________

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AS PRIMEIRAS CAPAS


O início da minha actividade como gráfico (nessa altura raramente se usava a palavra designer – era “desenhador gráfico” como nos designavam), deu-se verdadeiramente com as Edições Vega em 1983, quando realizei a minha primeira capa: Fábulas do Tempo Presente e do Tempo Futuro, de Carlos Couceiro (falecido em Março deste ano, era engenheiro, também guitarrista – foi o primeiro guitarrista de José Afonso – e pai do piloto de automobilismo Pedro Couceiro), livro que também ilustrei, seguindo-se a capa de Capim e Poemas Supérfluos do mesmo autor. Estava empregado na Ilídio Monteiro Construções, Lda. (1981/1984), como desenhador de arquitectura e construção civil e ia fazendo uns extras por fora: capas para a Vega, desenho de projectos e maquetas de arquitectura para diversos arquitectos, projectos de legalização de moradias, criação de logótipos, pintura de montras de lojas, etc….

Uma das primeiras capas de colecção que fiz para as Edições Vega, de Assírio Bacelar.
O layout já existia, portanto foi só finalizar o título, o nome do autor, descobrir uma foto do mesmo e acrescentar-lhe uma pequena "marca" pessoal: a caneta em cima das folhas de papel.

Quando terminei a colaboração na Ilídio Monteiro em 84, já estava muito mais virado para o grafismo e a pouco e pouco fui largando o desenho de arquitectura. Em 1985 respondi a um anúncio das Edições 70, onde entrei como desenhador gráfico para fazer o grafismo e a paginação do Boletim editorial da editora (que celebrava o 15º aniversário) para a Feira do Livro desse ano, realizando depois a decoração dos stands.


A primeira capa que fiz nas Edições 70 foi, se não me engano, para a prestigiada colecção Lugar da História cuja capa, como quase todas as capas das 70, havia sido concebida e desenhada por Alceu Saldanha Coutinho – que já lá não trabalhava e nunca cheguei a conhecer. Ora Saldanha Coutinho trabalhava com tipos de letra desenhados por ele próprio: os alfabetos eram fotografados na gráfica em diversos corpos (ou tamanhos) e ele recortava depois cada tipo de que necessitava e formava assim os letterings das capas. Isto dava uma trabalheira incrível, como se perceberá, quando há mais de vinte anos se usavam letras decalcáveis para esse fim. A pouco e pouco fui substituindo as letras desenhadas à mão por tipos Mecanorma. Mas o da Lugar da História, J.J. Soares da Costa, o editor, director, dono, etc… das 70 nunca me autorizou que o substituísse.


Capa de Alceu Saldanha Coutinho para a colecção "Lugar da História" e a primeira capa que realizei para essa colecção - eliminando os meios tons.


Assim, quando foi necessário “dar cor” às capas (que eram só a uma cor – uma cor da escala pantone para o fundo e rede de 50% para o nome do autor e ilustração), reformulei timidamente o layout, mas tive de manter o lettering do Saldanha Coutinho. Aquilo era sagrado!!!

Vejam-se abaixo as maquetas com cor e a capa aprovada.


Capa aprovada, completa


Curiosamente, dezoito anos mais tarde, em 2003 e 2004, voltei a trabalhar para as Edições 70 e a fazer nova alteração para as capas da colecção "Lugar da História". J.J. Soares da Costa queria aumentar o formato da colecção, para tentar evitar que se fotocopiassem os livros. A essa alteração, juntei outras no desenho da capa, quase imperceptíveis, e finalmente adoptei um lettering do mapa de tipos do Corel Draw, o Elephant condensado, que era o que mais se parecia com o anterior.


As duas capas completas que realizei em 2003 e 2004.

Resta dizer que em 2005 J.J. Soares da Costa vendeu as Edições 70 à Almedina e reformou-se. A Almedina tratou de também reformar todas as capas das colecções das 70, mas ainda se encontram muitos livros com capas minhas desse período, nos alfarrabistas.

Para as Edições 70 realizei, em três anos e meio um número de capas que não consigo quantificar (cerca de 7 a 10 por mês), algumas delas entrarão neste blogue, a seu tempo.

_________________________________________________________

domingo, 12 de setembro de 2010

A GÉNESE DAS CAPAS DA COLECÇÃO “SEFARAD” PARA A NOVA VEGA

No post anterior apresentei o processo que levou à capa de A República e os Judeus, de Jorge Martins, 4º volume da colecção Sefarad.

Desta vez deixo-vos aqui as maquetas mais significativas dos layouts propostos inicialmente para a “colecção Sefarad”, em Abril de 2009 – concretamente para o primeiro título da colecção, Breve História dos Judeus em Portugal, de Jorge Martins, também ele director da colecção.

Para quem não sabe, Sefarad é o nome hebraico dado à região que corresponde ao chamado Al-Andalus árabe, na Península Ibérica, incluindo grande parte dos actuais estados de Espanha e Portugal.

Apresentei ao editor e ao director da colecção oito propostas de leyout e oito variantes, portanto 16 maquetas.




O layout escolhido foi este:


Plano completo final da capa aprovada (capa, contracapa, lombada e badanas). Acresce que, para tornar a contracapa mais atraente, resolvi colocar a imagem da capa invertida e na mesma cor do fundo.
 

As capas dos volumes 2 e 3:


__________________________________________________

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

COMEÇANDO A ARQUIVAR


Passei este verão de 2010 a esvaziar os “baús” trazidos da Malveira da Serra e a encontrar coisas de que já nem me lembrava. Capas de livros criadas para as Edições 70 em 1985/88, por exemplo, mas também uma série de capas para todas as outras editoras para quem tenho trabalhado ao longo destes anos, também cartazes, catálogos, logótipos, bandas desenhadas incompletas, algumas intervenções urbanas, maquetas de arquitectura, etc… e comecei a pensar que a melhor maneira de guardar e organizar um arquivo – ainda para mais, visível por quem o quiser ver – é, sem dúvida, um blogue na internet.

O blogue obriga-nos a enchê-lo. Se pararmos, morre. Daí que essa tarefa nos obrigue ao trabalho constante de organizar e digitalizar coisas que estavam no semi-esquecimento e torná-las públicas.

Por onde começar? Bem, pareceu-me mais lógico começar pelo mais recente e ir acrescentando coisas mais antigas, recorrendo ao uso dos marcadores do blogue para organizar as coisas.

O mais recente trabalho é para a Nova Vega: paginação e capa do livro A República e os Judeus, de Jorge Martins, na colecção Sefarad. A capa ficou pronta hoje.

As minhas propostas, enviadas em Junho passado e utilizando o layout que criei para esta colecção (a génese da criação desse layout, em Abril de 2009, virá na entrada seguinte) foram 6, algumas com variantes, aqui fica um naipe delas:




Propostas seguintes, com sugestão de fotos pelo autor, onde a certa altura resolvi mudar completamente as cores de fundo, aproximando-as às da bandeira nacional, uma vez que não se conseguiam imagens marcantes da participação de personalidades judaicas na 1ª República e assim, a associação seria mais óbvia – ou seja, a cor funcionando como elemento subliminar de ligação:





Como curiosidade, fica aqui um número: entre propostas diferentes e algumas variantes, foram 27 as que enviei para o editor. Claro que isto seria impossível em 1983, quando comecei a trabalhar neste métier. Nessa altura as propostas eram apresentadas em maqueta física, com colagens, sobreposições com acetatos, fotocópias, lettering com tipos decalcáveis Mecanorma, etc… actualmente o computador e os programas entretanto criados e desenvolvidos nos últimos vinte e poucos anos, permitem até um excesso de propostas como este.

Finalmente a capa aprovada e o respectivo plano da capa inteira (capa, contracapa, lombada e badanas):



________________________________________________________